Archive for the ‘blá blá blá’ Category

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eu amo berlim radicalmente!

11 d e novembro d e 2008

londres é são paulo, paris é o rio de janeiro, berlim definitivamente é belo horizonte.

antes de ir para berlim eu dizia a todos meus amigos que se o brasil inundasse eu me mudaria correndo pra londres. londres te impacta! é enorme, muita gente de tudo quanto é tipo e lugar. parece que todo mundo está muito ocupado fazendo coisas importantes (o que eu acho lindo, porque meu sonho era ter um trabalho “stressante” e que eu tivesse que ir muito chique!). é um pouco essa sensação que sp me causa e ao mesmo tempo que me fascina e não consigo me ver morando por muito tempo nessa situação!

paris, como o rio, é linda! é tudo tão perfeito que às vezes chega a ser irritante. e sinceramente: ô povo chato! reclamam de tudo e se acham a última coca-cola do deserto. Mas ao mesmo tempo existe uma atitude meio “falso gentil” que é muito interessante. toda loja que você entra as pessoas te cumprimentam  “bonjour!”, é nítido que eles têm uma preguiça infinita da sua presença, mas ao mesmo tempo é muito gracinha toda essa aparente cordialidade. no rio o fenômeno intrigante é essa intimidade imediata que as pessoas estabelecem umas com as outras, do tomador de conta do carro até o dono da empresa. isso me deixam um pouco chocada (em toda minha jacuzice mineira). eu sempre acho que as pessoas estão tentando me enganar, apesar disso eu acho foda esse desapego e essa facilidade em estabelecer algum tipo de contato sem quase nenhum constrangimento.

eu sei que esse é um post muito contaminado porque eu estou completamente encantada por berlim e adoro morar em bh. berlim é uma cidade grande, mas  tranqüila, com poucos pontos turísticos obrigatórios, é principalmente uma cidade pra se morar: com lojinhas, restaurantes gostosos, BARZINHOS COM MESA NA CALÇADA, comida farta e barata. enfim coisas cotidianas que fazem de bh e berlim lugares onde você se sente em casa. mas mais que simples similaridades estruturais e gastronômicas, até mesmo a atitude dos moradores das cidades são parecidas. não existe o riso fácil, as pessoas são cordiais, mas não se consideram íntimas logo de cara, há todo um jogo de cortejamento pra que um mineiro/alemão se torne seu amigo e levam-se anos pra que uma pessoa seja considerada intíma. (ou será que é só comigo, que além de mineira sou canceriana?)

acontece que em berlim, na maioria das lojas que eu e a cló entramos as pessoas nem se preocuparam em nos dar bom dia! por mais que eu entenda e admire essas atitudes germânicas/mineiras, às vezes o que a gente quer ouvir é um bonjour falso com cara de preguiça e uma piadinha com contornos de enganação e não o silêncio constrangedor! afinal de contas, às vezes a gente só quer existir!

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Gente inspirada!

31 d e outubro d e 2008

Conversando muito com a cló nessa viagem eu cheguei a conclusão de que na verdade eu tenho um exu barango dentro de mim e existe algo na montação das mulheres piriguetes que me atrai muito! Acho inspirador gente que usa mais de 3 cores ao mesmo tempo, roupa de oncinha, calcinha fio-dental aparecendo… Coisas que a Britney na fase lama usa demais!

Só que eu me controlo muito (canceriana, né…). Se eu comprasse tudo que eu tivesse vontade, ou usasse alguns dos acessórios que eu tenho, metade dos meus conhecidos não me comprimentariam na rua. Mas com isso consegui definir meu estilo: Baranga controlada!

Mas como eu não consigo, às vezes eu alimento esse monstrinho interno, e esses dias eu vivi um momento de júbilo:

O Wando tem um disco que se chama: ui-wando de paixão!

Achei o melhor trocadilho em séculos! A-M-O gente com pride barango!

barango pride

p.s. eu vou escreveer sobre minha saga européia, mas para uma descrição/aprendizado favor conferir o blog da cló aqui do lado que já ta tudo lá!

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Juventude ou a falta dela…

7 d e outubro d e 2008

Dizem que os cancerianos envelhecem rápido, ou que já nascem velhos. Acho que isso explica muito a minha sedução por filmes adolescentes.

Mesmo quando eu era adolescente, ver aquelas coisas:  meninas feias que ficam bonitas e arrasam no final, meninos que matam aula, meninas que trocam de lugar com a mãe, meninas que arrumam namorados errados, meninas revoltadas, meninas que são patricinhas, meninas que sofrem, meninas que são bruxas e até meninas que cantam, me encantavam e encantam até hoje, mesmo que nada daquilo fosse nem um pouco próximo da minha realidade. É tipo barrados no baile (aproveitando o revival), você assiste, acha uma merda, não tem a ver com a vida que você leva e ainda assim toda aquela lógica adolescente exerce um fascínio que até então eu achava inexplicável.

Até então, porque agora como psicóloga (cof!) a “adolescência” é meu objeto de estudo. É claro que isso já estava escrito nas estrelas né?! Os nossos objetos de estudo normalmente contam muito sobre quem a gente é e principalmente sobre as perguntas que a gente se faz. Mas então nessa busca de tentar entender o que forma um jovem eu comecei a ler um livrinho petit do Contardo Calligaris (que eu pegaria fácil!) que se chama “A adolescência”. Nesse livro ele diz que todos esses estigmas sobre os adolescentes são importantes para os adultos. “É difícil encontrar uma escolha adolescente que não seja a realização do sonho dos adultos” ele fala. Acreditar na rebeldia,  na adolescência como essa idade mágica onde tudo é possível, só faz sentido na cabeça de quem não está vivendo essa fase.  Quem vive  sabe o quanto é sofrido e doloroso ser uma pessoa cheia de potencialidades sem poder exercê-las, pois afinal, esses mesmos adultos criam um monte de regras, um monte de receitas prontas de como um “bom” jovem deve se comportar. Mas na verdade o que todos esses filmes e exaltação à juventude mostram é que o adolescente que é realmente endeusado e idealizado é o jovem disrruptivo, rebelbe e que não segue as leis. Desse jeito torto o que os adultos realmente falam aos jovens é: desobedeça! só assim você será alguém que atingirá o patamar de adulto. Resumindo: Para obedecer aos adultos o jovem tem que desobedecer!

Eu ia começar a falar como o conceito de adolescência como fase, travessia, transição ou qualquer conceito evolucionista do gênero é tão equivocada e aprisiona mais ainda os jovens, mas to achando que esse post já tá ficando muito coisa da ciências humanas. Porque diz a cló que epistemologia, dialética são coisas sobre as quais só “esse povo da humanas” fala!

p.s. esse é um post irmão com o do perna, organizado em conversas virtuais nessa terça-feira onde eu tinha muito a fazer e fiz muito pouco. pelo menos eu escrevi aqui.

gente que sofre

gente que sofre

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Revolta

11 d e setembro d e 2008

Eu ando bem revoltada com minha falta de dinheiro e com a vaga perspectiva de que eu vá ganhar algum dinheiro para chamar de meu em algum momento da minha vida. Ter escolhido uma profissão e ter um devir pobre com certeza não me ajudam muito, mas a gente vê filme americano demais! e ai acredita em seguir nosso sonho e que existe alguma espécie de redenção aroud the corner! Não existe redenção! E olha que eu já fui católica!

Essa falta de dinheiro nunca me permitiu gastar mais de 200 reais em NENHUMA peça do meu vestuário! NENHUMA! nem sapato, nem vestido de formatura nem NADA! E todas as vezes que eu cheguei próximo desse gasto eu CHOREI [e isso não é só força de expressão] de dor/vergonha não sei de que!

Alguém que ler isso pode achar que isso é um valor! Que mostra que eu não sou fútil ou coisa assim! Mas acontece que esse é um pensamento pragmatista,  que sempre me assombra muito!

Fatos recentes me chamam a atenção: eu tenho um carro [que minha vó me deu], mas os cuidados dele são minha responsabilidade. Há pouco tempo eu tive que: trocar os pneus [alinhar e balancear, é claro], alinhar o eixo dianteiro, trocar o óleo, a correia dentada e as pastilhas de freio. Todo esse serviços me sairam pela bagatela de 800 reias! FUKIN 800 REAIS! Como assim?! Como pode ser possível gastar todo esse dinheiro em um carro e não comprar um sapato de 200 reais?! COMO E PORQUE?! Essa idéia de que existem gastos necessários de um lado e esgoísmos estéticos de outro acabam com meu prazer na vida!

Ai eu tava lembrando de uma música da regina spektor [suuupfer de mulherzinha] que chama “chemo limo” [quimioterapia e limosine] e olha que bonito:

No thank you no thank you no thank you no thank you

I ain’t about to pay for this shit

I can afford chemo like i can afford a limo and on any given

day I’d rather ride a limousine

Brigado Regina [amiga!] um dia ainda chego nesse estágio divino em que o lusho é mais necessário que as necessidades!

BIRKIN BAG!!!
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De que eu gosto?

31 d e agosto d e 2008

Eu sei! Esse blog ficou as moscas durante muito tempo. Em parte por causa da minha viagem pra Europa [rica!], mas principalmente porque eu sofro muito em escrever.

Minhas queridas [e mega inteligentes] amigas psicanalistas estudaram os aspectos disfuncionais da escrita sob o psquismo. Como pessoas tão mega fodas na escrita acabaram se suicidando? Ou seja, como a escrita não deu conta de organizar o funcionamento mental. Escrever, pra mim, não está em nada  ligado ao prazer! Esse blog foi criando com o objetivo de tornar esse ato menos sofrido e angustiante, escrever sobre coisas a toa e não me levar a sério, ignorar meus erros gramaticais e ortográficos e fazendo desse ato mais cotidiano! É bem óbivio, pelo longo tempo entre as minhas postagens, que eu estou longe de atingir meu objetivo.

Embora eu já tenha me justificado o suficiente, outra coisa que me impediu de escrever durante muito tempo é que eu não conseguia definir as coisas que eu gosto [!], especialmente se tratando de gosto musical! Meu lastfm sofre tentando me decifrar, cada dia ele me indica uma banda mais esquizofrênica que a outra: desde fiona apple à motorhead!  Meu grau de compatibilidade é alto com a lulu [mega indie] e com o rocha [mega nerd]! Eu meio que sofria por isso!  Será que eu iria ter que me qualificar como uma pessoa [argh!] eclética?! Eu tenho pavor total e absoluto dessa denominação. Eclética pra mim é uma pessoa que na verdade não gosta de nada e uma alemã que eu conheci em barcelona me falou uma coisa muito boa: Quanto mais você entende de um assunto, menos coisas você gosta. Ela é fotógrafa e disse que depois de muitos anos de estudo ela sabe dizer que tipo de fotografia ela gosta, mas principalmente ela sabe determinar os tipos de coisas que ela NÃO gosta! Achei isso muito foda e achei ainda mais importante saber as coisas que eu gosto e as coisas que eu não gosto, porque isso significa que eu me conheço um pouco melhor!

Pensando longamente sobre isso [sim! eu estava de férias, tive tempo de sobra e pra completar fiquei muito tempo sozinha] eu consegui classificar meu gosto musical em dois gêneros:

1- Música de Mulherzinha

2-Música pra dançar

Essa catagolação resolveu t-o-d-o-s meus problemas! Nem me sinto mais a pessoa mais ezquizofrênica do mundo porque olha só:

– é o tchan: música pra dançar

– beirut: música de mulherzinha

– beastie boys: música pra dançar

– regina spektor: música de mulherzinha

– queens of the stone age: música pra dançar

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Vida adulta…

20 d e março d e 2008

Eu percebi que já sou adulta! Me formei, tenho um emprego meia-boca, vários amigos estão se casando e eu ando querendo ser mais independente. Mas uma coisa sempre me vem a cabeça: eu não sei o que eu gosto!

Acho que o exercício terapêutico desse blog tem sido, além de conseguir me expor mais, conseguir visualizar toda a minha esquizofrenia, porque eu tento ser mais engajada, politizada, estudiosa, mas também gosto muito de fofocas, de coisas estúpidas e coisas cheirosas especialmente.
Nessa vibe coisas cheirosas um produto mudou a minha vida:


A maioria das pessoas com que compartilhei essa maravilha não soube dar o devido valor. Explico: esse é um ESFOLIANTE CAPILAR, ou seja, tira a sujeira profunda instalada no seu couro cabeludo, eliminando o famoso cheiro de cabeça. Vou logo avisando que se você acha que sua cabeça não fede é porque você nunca teve a oportunidade de cheira-la mais de perto.
Mas voltando ao produto, ele tem um cheiro incrível, meio mentolado, e deixa os cabelos completamente soltos! É tipo lindo mesmo! Ótimo para os dias de spa caseiro e reconstituições egóicas em geral.

Ainda nos dilemas da vida adulta, devo dar de rica em julho e ir passear na Europa [obviamente que vou ser extremamente patrocinada], mas como só a cara de rica não me sustenta, eu vou ter que decidir entre uma viagem de compras e uma viagem de passeios. A maioria das pessoas logo de cara fala que eu tenho que viajar, mas não quero ficar frenética e visitar 10 países em 9 dias e acabar não aproveitando nada, mas também não quero dar de doida consumista e comprar mil coisas que eu não vou usar. Mas só de pensar no infinito de coisas cheirosa eu já começo a ter palpitações. Eu sei que esse parece ser um dilema muito jovem, mas eu acho que ele faz a minha vida adulta muito mais complexa!

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Geração errr!

14 d e março d e 2008
Então que um jornalista muito criativo e competente resolveu fazer um Retrato da geração pós-tudo, em UM show do Interpol, entrevistando OITO pessoas. Reportagem de altíssima qualidade que eu recomendo fortemente. NOT!

Meus amigos mantém uma lista de email e todos resolveram ajudar na ampliação da amostragem do nosso amigo jornalista e o Barbi no blog dele me intimou a fazer o meu perfil também!

Obviamente vou copiar as melhores piadas da lista!

Júlia, 24 anos
Onde mora: Belorizonte
Onde nasceu: Belorizonte
Onde sai: pra onde tenha comida
Como se veste: minimalista contemporânea
Como consome música: torrent e rapidshare
O que ouve: música de mulherzinha
O que vê na TV: Jornal Hoje
Vê “Big Brother”: Não, ele é quem me vê [Poeira, Daniel. 2008]
Indie, rocker ou emo: Patricinha
Gosta de Cachorro Grande: Labrador [o tobias]
Por que Interpol: Porque a KGB e a Scotland Yard não estavam mais dando conta do recado. [Brites, Rogério.2008]

vamos fazer uma campanha por um jornalismo mais embasado e todo mundo responder esse questionário igual?!